A notícia, completa, está aqui.
Tenho pra mim que vai começar a briga de foice. No escuro.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Dilma ensaia tom eleitoral, chama oposição de 'incompetente' e ataca imprensa
O título acima é de uma nota do UOL Notícias, íntegra aqui.
A ministra, esganchada num boçal que tem 80% de aprovação popular, que se orgulha de sua competência e capacidade de gestão, e apesar da candidatura declarada, ainda que não registrada, consegue miseráveis 15% em qualquer pesquisa que se fizer. Já a oposição, apesar de sua "incompetência", sem um candidato claramente definido, consegue 40%. Como dizia o macaco aquele, do programa aquele: não precisa explicar, eu só queria entender.
Talvez seja por este motivo que eles querem abolir a democracia que chamam de "representativa" – como se a democracia precisasse de rótulos – por uma imbecilidade chamada de democracia "participativa". Ou seja, danem-se a constituição e as leis. O que vale é a popularidade do governante da vez. E tome bolsa isso, bolsa aquilo...
A ministra, esganchada num boçal que tem 80% de aprovação popular, que se orgulha de sua competência e capacidade de gestão, e apesar da candidatura declarada, ainda que não registrada, consegue miseráveis 15% em qualquer pesquisa que se fizer. Já a oposição, apesar de sua "incompetência", sem um candidato claramente definido, consegue 40%. Como dizia o macaco aquele, do programa aquele: não precisa explicar, eu só queria entender.
Talvez seja por este motivo que eles querem abolir a democracia que chamam de "representativa" – como se a democracia precisasse de rótulos – por uma imbecilidade chamada de democracia "participativa". Ou seja, danem-se a constituição e as leis. O que vale é a popularidade do governante da vez. E tome bolsa isso, bolsa aquilo...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Meninos desobedientes
Reproduzo abaixo uma postagem d'O Filtro, da revista Época:
"3. Meninos desobedientes
O Senado desobedeceu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e manteve no cargo o senador Expedito Júnior (PSDB-RO), depois de encaminhar o caso para ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A posse do substituto teve de ser desmarcada. O senador Expedito Júnior foi cassado pela Justiça Eleitoral de Rondônia em 2008, decisão confirmada pelo STF em junho deste ano, por abuso de poder econômico e compra de votos na eleição de 2006. Na semana passada, o STF mandou o segundo colocado nas eleições, Acir Marcos Gurgacz (PDT-RO), assumir o lugar de Expedito. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mandou publicar a decisão e convocou o pedetista a assumir a cadeira, mas ao mesmo tempo reuniu a Mesa Diretora para deliberar sobre o assunto. Mais uma vez, ficou decidido ignorar o Supremo e aceitar o recurso de Expedito ontem para que ele pudesse se defender na CCJ. A decisão revoltou o PDT, que promete ingressar no Supremo para comunicar o que considera uma insubordinação do Senado. De acordo com a Folha (para assinantes), Sarney admitiu que a decisão pode ser interpretada como uma afronta ao STF e, por isso, disse que votou contra o adiamento."
Tenho pra mim que estamos assistindo a um teste. Se um poder desacreditado, presidido por um cidadão abaixo de todas as suspeitas, pode afrontar uma decisão do STF, esgrimindo a independência, mas desrespeitando a harmonia entre os poderes, o que não poderá o chefe popularíssimo do poder executivo?
"3. Meninos desobedientes
O Senado desobedeceu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e manteve no cargo o senador Expedito Júnior (PSDB-RO), depois de encaminhar o caso para ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A posse do substituto teve de ser desmarcada. O senador Expedito Júnior foi cassado pela Justiça Eleitoral de Rondônia em 2008, decisão confirmada pelo STF em junho deste ano, por abuso de poder econômico e compra de votos na eleição de 2006. Na semana passada, o STF mandou o segundo colocado nas eleições, Acir Marcos Gurgacz (PDT-RO), assumir o lugar de Expedito. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mandou publicar a decisão e convocou o pedetista a assumir a cadeira, mas ao mesmo tempo reuniu a Mesa Diretora para deliberar sobre o assunto. Mais uma vez, ficou decidido ignorar o Supremo e aceitar o recurso de Expedito ontem para que ele pudesse se defender na CCJ. A decisão revoltou o PDT, que promete ingressar no Supremo para comunicar o que considera uma insubordinação do Senado. De acordo com a Folha (para assinantes), Sarney admitiu que a decisão pode ser interpretada como uma afronta ao STF e, por isso, disse que votou contra o adiamento."
Tenho pra mim que estamos assistindo a um teste. Se um poder desacreditado, presidido por um cidadão abaixo de todas as suspeitas, pode afrontar uma decisão do STF, esgrimindo a independência, mas desrespeitando a harmonia entre os poderes, o que não poderá o chefe popularíssimo do poder executivo?
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